[Futuro DCU] Lanternas.
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Vamos falar sobre Lanterns, a série mais promissora do DCU para 2026. Que encerrou as suas gravações hoje, aparentemente.
Descrita como uma produção investigativa com o tom de True Detective, a série acompanhará Hal Jordan e John Stewart em uma trama densa e sombria, ambientada na Terra — mais precisamente no coração dos Estados Unidos.
As gravações começaram em fevereiro deste ano, marcando Lanterns como o segundo título live-action televisivo oficial do novo Universo DC (após Peacemaker). E, sem dúvida, esse é um dos projetos mais intrigantes e ambiciosos apresentados até agora por James Gunn e Peter Safran
De acordo com a sinopse, veremos Hal orientando John em meio à investigação de um mistério obscuro que se desenrola em solo americano. E confesso que essa proposta imediatamente me remete à clássica fase de Dennis O’Neil e Neal Adams em Lanterna Verde & Arqueiro Verde, onde Hal e Oliver Queen percorriam os Estados Unidos enfrentando injustiças sociais e dilemas morais..
Agora, substituindo Oliver por John Stewart, a fórmula permanece poderosa: dois heróis ideologicamente diferentes, em um cenário mais realista, enfrentando problemas que vão além do espectro cósmico. E se você conhece essa fase clássica, guarde a referência — ela vamos voltar nela nas teorias que vamos discutir mais adiante.
| Primeira imagem oficial da Série. |
A série foi criada por Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King, e tem estreia prevista para 2026 na HBO. Kyle Chandler assume o papel do veterano Hal Jordan, enquanto Aaron Pierre dará vida ao novato John Stewart.
Na imagem oficial revelada da série, vemos John Stewart (Aaron Pierre) e Hal Jordan (Kyle Chandler) caminhando lado a lado por uma estrada, ambos em trajes civis. A composição é simples, mas já diz muito.
O visual de John é diretamente inspirado em suas representações mais contemporâneas nos quadrinhos, evocando também o design icônico da animação Liga da Justiça de 2001 — o que, por si só, já causa um impacto nostálgico. A diferença de idade entre os dois atores é evidente, e chama atenção o fato de que Aaron Pierre está bem mais próximo da faixa etária de Clark Kent no filme do Superman. Isso pode indicar um John que terá longa presença dentro do DCU, talvez até como uma das futuras lideranças da Liga.
Já o Hal de Kyle Chandler transmite, só pela imagem, o peso dos anos. Seu visual desalinhado, com barba por fazer e olhar cansado, reforça a ideia de um veterano marcado por cicatrizes que não são só físicas. Ao contrário do Hal Jordan espirituoso e carismático que muitos fãs estão acostumados, parece que veremos aqui uma versão mais introspectiva e melancólica. Confesso que parte de mim torcia para um Hal ainda ativo e vibrante, com seus clássicos comentários sarcásticos e postura destemida, contrastando com o John mais sério, focado e disciplinado. Algo como um “Sim, senhor!” contra um “Relaxa, recruta.”
Mas tudo indica que a abordagem da série será outra.
De acordo com entrevistas e materiais oficiais, Hal Jordan será apresentado como um ex-piloto de testes e Lanterna veterano que está se aproximando da aposentadoria. A inspiração citada é Chuck Yeager, como retratado por Sam Shepard no filme Os Eleitos (1983), o que já nos dá o tom: um herói desgastado, tentando encontrar sentido em um mundo que parece ter passado por cima dele. O showrunner Chris Mundy afirmou que viu em Kyle Chandler não apenas o carisma necessário, mas também o humor seco e a aura estoica que desejavam imprimir ao personagem.
Já John Stewart é descrito como um recruta recente, ex-fuzileiro naval e artista plástico. Mundy destacou que Aaron Pierre foi escolhido por sua intensidade cênica e presença física, descrevendo-o como “um ator de teatro sério que parece ter sido construído em laboratório para ser uma estrela de ação.” Ou seja, temos uma figura em ascensão, ainda tentando entender seu papel dentro da Tropa — mas com potencial para crescer e se tornar um dos pilares do novo Universo DC.
Pelo que tudo indica, veremos um Hal cansado do universo, treinando John não apenas para substituí-lo como Lanterna, mas também para carregar o legado de um símbolo galáctico. Pode não ser a jornada ideal que eu esperava, mas é uma com enorme potencial dramático. E, quem sabe, até um momento de redenção para Hal — uma passagem de tocha feita com peso emocional, responsabilidade e, claro, muito mistério esmeralda.
Para os leitores mais atentos dos quadrinhos, uma diferença conceitual importante já deve ter chamado a atenção: na tradição clássica da Tropa dos Lanternas Verdes, recrutas não são escolhidos por outro Lanterna se aposentando. O processo quase sempre é automático e impessoal — quando um Lanterna morre, seu anel busca o ser mais digno e próximo geograficamente para assumir o posto no setor correspondente. A ideia de uma "aposentadoria programada" é praticamente inexistente na maioria das histórias canônicas.
No entanto, essa noção já foi discutida em algumas fases mais recentes dos quadrinhos, onde vemos a Tropa funcionando quase como uma força de trabalho formal, com estrutura burocrática e até vínculos empregatícios. Em Lanterna Verde Vol. 4 #9, por exemplo, há um momento memorável em que Salakk informa a Hal Jordan que o uso de uma bateria energética custa cerca de três rotox — algo em torno de 177 milhões de dólares. A resposta sarcástica de Hal? "Desconte do meu próximo salário."
Guy Gardner, por sua vez, chegou a abrir um bar em Oa chamado Warriors, sugerindo que, sim, até mesmo dentro da sede da Tropa, há espaço para empreendedorismo e trocas monetárias. Essas nuances mostram que, apesar do heroísmo envolvido, ser um Lanterna também pode ser um “trabalho”.
Levando isso em conta, a proposta de uma aposentadoria formal para Hal Jordan dentro do DCU não é tão absurda quanto parece. Talvez, neste universo, a Tropa deva adotar uma postura mais branda em relação à transição de seus membros — especialmente se o índice de mortalidade entre os Patrulheiros do Espaço não for tão brutal quanto costuma ser nos quadrinhos.
Ou, quem sabe, o próprio Hal tenha realizado feitos tão extraordinários ao longo de sua carreira que tenha conquistado um direito especial de se retirar com honra. Se existe um Lanterna que mereceria esse tipo de reconhecimento — não apenas pela bravura, mas pela resiliência e o legado que construiu — esse Lanterna certamente seria Hal Jordan.
Com base nisso, essa nova abordagem da série Lanterns parece pronta para explorar não só os mistérios da Terra, mas também as complexidades emocionais e institucionais por trás de uma das maiores forças do universo DC.
Falando em conceitos já estabelecidos dentro desse novo universo, vale lembrar que já temos um Lanterna Verde ativo na Terra — e que ele já deu as caras no filme Superman de James Gunn. E não vai parar por aí: Guy Gardner está confirmado para aparecer tanto na segunda temporada de Pacificador quanto na própria série Lanterns.Interpretado por Nathan Fillion, Guy promete ser uma das figuras mais marcantes da série. O próprio ator revelou em entrevista que, durante as gravações, soltou mais palavrões como o personagem do que em toda a sua carreira somada. Isso nos dá uma boa ideia do tom irreverente, explosivo e politicamente incorreto que podemos esperar desse Guy Gardner no DCU.
Nos quadrinhos, Guy Gardner tem uma longa trajetória como Lanterna Verde. Originalmente, ele foi designado como substituto de Hal Jordan — o plano B dos Guardiões do Universo, caso Hal estivesse incapacitado. No entanto, com o tempo, a Tropa reconheceu que o Setor 2814 (o setor da Terra) era especial o suficiente para comportar múltiplos Lanternas. Foi assim que Guy deixou de ser apenas um reserva e conquistou seu posto como Lanterna titular.
Hal Jordan sempre foi considerado um dos maiores Lanternas da história, admirado por sua bravura e por sua capacidade inabalável de superar o medo. Já Guy Gardner... bem, ele é praticamente o oposto: impulsivo, grosseiro, inconsequente, mas ainda assim extremamente eficaz. É esse contraste que torna a dinâmica entre os Lanternas tão interessante — e que promete ser um dos pilares narrativos da nova série.
No universo que James Gunn está construindo, já tivemos algumas informações sobre a Tropa dos Lanternas Verdes. No próprio Superman, Guy Gardner solta uma fala reveladora:
“Se alguma parte dessa mensagem for remotamente verdadeira, então você é exatamente o tipo de ameaça alienígena de quem a Tropa dos Lanternas Verdes me designou para proteger este planeta.”
Essa frase já deixa claro: a Tropa existe, opera com alguma autonomia, e está ativamente observando o que acontece na Terra — especialmente com relação a seres como Superman.
Para quem não está familiarizado, a Tropa dos Lanternas Verdes é uma organização intergaláctica de patrulheiros cósmicos fundada pelos Guardiões do Universo. Eles escolhem indivíduos de diversos planetas e os equipam com um Anel de Poder — uma das armas mais poderosas já criadas, capaz de realizar feitos inimagináveis através da força de vontade de seu portador. Esses agentes são responsáveis por manter a ordem em seus setores designados, sendo a Terra parte do setor 2814.
O que nos resta saber é: como Hal, John e Guy irão se cruzar dentro desse novo universo? E mais importante… será que veremos a Tropa como um todo em ação?
A julgar pelo que já foi mostrado até aqui, Lanterns pode ser não apenas um estudo de personagens, mas também nossa porta de entrada definitiva para o lado mais cósmico do DCU.
A premissa central de Lanterns nos leva diretamente ao coração de um mistério sombrio.
Os Lanternas juntos investigam um assassinato brutal no meio-oeste americano — mais precisamente em Nebraska — que acaba servindo como porta de entrada para revelações muito maiores, com segredos enterrados e acertos de contas que podem impactar toda a galáxia.
Mas se a história por si só já chama atenção, o que realmente aumenta nossa curiosidade é o elenco da série.
Já falamos sobre Hal Jordan, John Stewart e o explosivo Guy Gardner. Agora, vamos explorar os outros rostos confirmados e as descrições oficiais de seus personagens, que dão pistas importantes sobre a atmosfera e os conflitos que estão por vir.
Como pudemos perceber, com exceção de Thaal Sinestro e da família Stewart, praticamente nenhum personagem do elenco de apoio revelado até agora possui correspondência direta com figuras dos quadrinhos da DC. Estranho, não? Esse detalhe logo acendeu o alerta da comunidade de fãs, que passou a considerar uma possibilidade bem interessante: e se esses nomes forem apenas disfarces? Códigos temporários para esconder personagens conhecidos do universo dos Lanternas?
Essa teoria ganhou força com o personagem Antaan, interpretado por Paul Ben-Victor. Sua descrição oficial de um alienígena vingativo e imparável é para muitos fãs familiar demais.
A escolha de Paul Ben-Victor para o papel, aliada à presença já confirmada de Sinestro na trama, só reforça a ideia de que a série pode estar pavimentando o caminho para a introdução de outras Tropas e ameaças cósmicas — talvez até plantando as sementes de "A Noite Mais Densa" (Blackest Night), um dos maiores eventos cósmicos da DC Comics. E tudo isso dentro de um formato inicialmente "pé no chão", investigativo e centrado na Terra? Parece perfeito para uma revelação gradual, construída ao longo da temporada.
Mas não para por aí.
Outro ponto que reforça a teoria dos codinomes falsos aconteceu há alguns meses, com o ator Garret Dillahunt — escalado oficialmente como William Macon, um cowboy conservador e carismático, cheio de ideias conspiratórias.
Dillahunt publicou (e logo apagou) em seu Instagram algumas imagens dos bastidores da série, mostrando uma cena em que ele aparece com cavanhaque, capuz e uma máscara verde. Mais do que isso, ele escreveu a legenda “Ollie Ollie Oxen Free”, que é tanto apelido clássico de Oliver Queen, o Arqueiro Verde. Quanto uma expressão em inglês usada em brincadeiras de esconde-esconde e outras brincadeiras infantis para indicar que os jogadores escondidos podem sair de seus esconderijos sem serem pegos ou sofrerem penalidades
Se isso se confirmar, William Macon pode ser apenas uma identidade de fachada para esconder a presença do Arqueiro Verde na série, algo que faria total sentido dentro do contexto da trama e da relação clássica dos quadrinhos.
Vale lembrar que Oliver Queen e Hal Jordan protagonizaram uma das fases mais celebradas dos anos 70, na saga de Dennis O'Neil e Neal Adams, em que ambos percorrem os Estados Unidos investigando injustiças sociais e dilemas morais. A própria descrição da série Lanterns — com dois personagens investigando um crime no coração da América — parece evocar diretamente esse espírito.
Em outras palavras, não seria nada surpreendente se Lanterns escondesse algumas cartas na manga e estivesse preparando a introdução de mais heróis do panteão DCU sob codinomes disfarçados. E se esse for mesmo o caso, Lanterns pode acabar sendo uma das produções mais fundamentais para o desenvolvimento do universo compartilhado que James Gunn está construindo.
Se a série realmente seguir por esse caminho — unindo o íntimo e o épico, o terreno e o cósmico —, estamos diante de uma das produções mais ousadas do DCU.
Fiquem ligados no blog da Muralha, porque quando a verdade vier à tona... você vai querer estar com seu anel carregado.
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Salveee. Mano, você é o criador do RPG Romaduke?
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