[Futuro do DCU] O Pacificador - Temporada 2.

Agora que Superman deu o sinal verde para a construção do universo de Gunn, estou mais animado do que nunca para ver o que vem por aí dentro do guarda-chuva do novo DCU.

O primeiro passo foi dado — e que passo! E o que mais me entusiasma nem é só o que já vimos, mas o que não veremos: James Gunn deixou claro que seu foco é contar boas histórias individuais, sem pressa para correr em direção a um mega evento artificial como alguns estúdios têm feito. O “cabeça branca” está fazendo algo raro em Hollywood hoje: só dá sinal verde para um projeto depois de ler um roteiro finalizado, aprovado, com coração e substância. E isso, por si só, já é motivo de aplausos.

O Capítulo Um: Deuses e Monstros já está a todo vapor! Começamos com o excelente prelúdio/introdução ao universo que é a série animada Comandos de Criaturas, e agora temos Superman como o primeiro grande filme oficial desse novo universo compartilhado comandado por Gunn e Peter Safran.

Mas atenção: projetos como Batman Parte II, Coringa: Delírio a Dois e a série O Pinguim estão fora desse universo. Eles fazem parte de outros selos criativos sob o selo DC Studios — o que significa que aqui, vamos focar exclusivamente no que realmente compõe o novo DC Universe.

Ao longo deste mês — até a estreia da segunda temporada de Pacificador — vou publicar uma série de posts dedicados aos futuros projetos do DCU. Em cada um, vou explorar minhas teorias, expectativas e previsões sobre o que está por vir nesse universo que promete muito.

Então ajeite sua capa, recarregue o anel de poder, pegue sua maça de metal Enésio— e vamos rolar para baixo e explorar juntos tudo o que vem por aí no Capítulo Um: Deuses e Monstros. E claro… compartilhar também algumas previsões e teorias porque, bem, especular faz parte da diversão.

Pacificador – Temporada 2 (Estreia: 21 de Agosto de 2025 | Max)

A continuação da série estrelada por John Cena chega com 8 episódios e muita promessa de conexão direta com o novo universo DC (DCU). Agora que o filme Superman foi lançado, sabemos que a segunda temporada se passa após seus eventos, e personagens como Mulher-Gavião, Guy Gardner e Maxwell Lord devem aparecer ao lado do nosso aspirante a herói fanfarrão. Afinal, o próprio Pacificador já deu as caras no filme com um pequeno cameo, e Gunn confirmou: "a segunda temporada é completamente DCU".


O foco da nova temporada leva de episódios gira em torno da vingança de Rick Flag Sr., que está caçando Peacemaker após a morte de seu filho, vista em O Esquadrão Suicida. Embora o criador James Gunn tenha afirmado que a primeira temporada não é cânone, ele também garantiu que “muitas vertentes permanecerão consistentes”, indicando que o passado do personagem ainda será relevante — mas talvez com nuances diferentes. Gunn também disse que a transição será fácil de entender para o público.

Em entrevistas, John Cena revelou o motivo da longa espera entre as temporadas: “James e Peter me ligaram e disseram: ‘Queremos fazer direito, mas vai levar tempo’. Então agora que estamos filmando todos os dias, parece que logo logo vamos poder assistir à segunda temporada”. A série promete mergulhar ainda mais fundo no mundo estranho, violento e metalinguístico que Gunn tanto adora.

E falando em bizarrices — parece que o multiverso vai dar as caras aqui. Apesar de eu pessoalmente torcer para que o DCU não mergulhe de cabeça nisso tão cedo (já estamos todos meio saturados, né?), a aparição do Q.U.C. (Quantum Unfold Chamber), aquela sala extradimensional criada pelo pai do Peacemaker na primeira temporada, parece estar ganhando nova relevância. Gunn já destacou que o filme do Superman terá impacto direto nos eventos da série, e a tecnologia da LuthorCorp de universos de bolso usada como prisão política pode ser um elo narrativo importante. O próprio Senhor Incrível comenta que esse tipo de experimento irresponsável é especialidade do Luthor.

Nos quadrinhos, universos de bolso já apareceram de várias formas — a mais conhecida sendo a Zona Fantasma, ainda não mencionada no novo DCU, mas que seria perfeita para introduzir prisioneiros kryptonianos no futuro.

Ah — e lembra do Ultraman caindo no buraco negro no final de Superman? Pois é. Eu apostaria fácil que veremos David Corenswet reprisando o papel em versão mais... bizarra nessa segunda temporada. Literalmente.

Com base em alguns vazamentos, acredito que James Gunn pode estar, ao menos em parte, adaptando uma história originalmente associada ao personagem Steel (John Henry Irons) para a segunda temporada de Pacificador — o que faria bastante sentido como continuação direta dos temas apresentados em Superman.

White Rabbit
(Angora Lapin)

No longa do Azulão, vimos Lex Luthor lucrar com a guerra, vendendo armamento de alta tecnologia. O filme termina com isso sendo desmantelado... mas sabemos como essas redes subterrâneas continuam. Nos quadrinhos, uma das histórias mais marcantes do Steel mostra ele enfrentando uma traficante de armas conhecida como White Rabbit, que estava espalhando armamentos avançados pelas ruas de Washington, D.C. — o tipo de ameaça que sobrevive mesmo após a queda de um magnata como Luthor.

Curiosamente, Brey Noelle foi escalada para interpretar uma personagem chamada White Rabbit na próxima temporada de Pacificador. Muita gente assumiu que ela viveria a White Rabbit (Jaina Hudson) dos Novos 52, uma vilã mais conectada ao Batman, com visual e poderes mais cringe que eu já li (ela possui biofissão). Mas honestamente? Eu tenho quase certeza de que ela será a versão de Metrópolis, envolvida com o submundo das armas futuristas — até porque esse perfil se alinha mais ao estilo do Gunn, que adora desenterrar personagens obscuros e transformá-los em figuras marcantes (como fez com Vigilante e Weasel).

Ou... vai ver ele mistura as duas. Não seria a primeira vez. E embora eu ache a White Rabbit dos Novos 52 bem cringe, tenho que admitir que Gunn é mestre em pegar o que parece paia e deixar legal. Então quem sabe?

Se essa teoria se confirmar, pode ser uma ponte perfeita para introduzir o submundo do crime de Metropolis e quem sabe até mesmo a Intergangue. E isso me deixaria muito animado.

Brey Noelle e a White Rabbit (Jaina Hudson)

Logo no início do trailer da segunda temporada de Pacificador, vemos Chris Smith ao lado de Leota Adebayo refletindo sobre como “salvaram o mundo” — uma cena que já estabelece o tom do personagem: ainda inseguro, ainda deslocado. Em seguida, ele entra em uma loja de brinquedos chamada Krank Toys, que é uma referência bem legal ao vilão Toy-Maker, conhecido por suas versões nas animações The Batman, Gotham e até mesmo na saga Arkham, dos jogos.


Dentro da loja, o clima muda. Chris participa de uma espécie de entrevista de emprego para integrar a Gangue da Justiça, mas é claramente humilhado por Guy Gardner, Maxwell Lord e Kendra Saunders. E aqui vai uma observação que pode parecer teórica demais, mas me chamou a atenção: essa reunião não acontece no Hall da Justiça, que foi apresentado como a base oficial da equipe no filme do Superman. E não vemos nem o Metamorfo, nem o Senhor Incrível presentes.

Pode ser apenas logística ou decisão de direção, claro. Mas algo me diz que o Senhor Incrível (Michael Holt) saiu da Gangue após os eventos de Superman. Ele foi, de longe, o membro com maior desenvolvimento no filme e viu de perto o que magnatas como Luthor estavam fazendo com os meta-humanos. Seria bem coerente se Holt decidisse dar um passo além e fundar sua própria equipe, talvez os Terrifics, ao lado de Metamorfo, buscando uma abordagem mais ética e independente.

Vamos ver se nas próximas semanas o projeto solo do Senhor Incrível for realmente confirmado — algo que já vem sendo especulado desdo fim do filme. Caso isso aconteça, seria muito interessante que a série do Pacificador aproveitasse para explorar narrativamente sua ausência da Gangue da Justiça, especialmente após tudo o que ele vivenciou no filme do Superman. 

Michael Holt foi, de longe, o herói com mais desenvolvimento emocional naquela trama e demonstrou um forte senso de justiça e responsabilidade. Não seria surpresa se ele tivesse se afastado da equipe por vontade própria, talvez para seguir um novo caminho e formar seu próprio grupo de heróis. Mas, claro, também pode ser que sua ausência seja apenas momentânea, e esse breve cameo com Kendra, Guy e Maxwell seja só uma forma divertida de mostrar que o universo segue conectado.

Ou, quem sabe, ele apenas está em missão, ocupado demais para participar da "entrevista de emprego" com o Pacificador. Mas conhecendo o universo dos quadrinhos, acredito que essa ausência pode ter um significado maior.

Ao ser escurraçado pela Gangue da Justiça, Chris Smith retorna inconformado para o carro, onde conversa com Leota Adebayo. Durante o diálogo, ela menciona que “eles salvaram o mundo” — uma clara referência aos eventos da primeira temporada de Pacificador. Naquela trama, os 11th Street Kids (nome da força-tarefa designada para a Missão Borboleta) foi responsável por impedir uma invasão alienígena silenciosa e extremamente perigosa. Essas criaturas, as Borboletas, já estavam infiltradas em posições de poder ao redor do mundo, e a equipe liderada por Chris foi essencial para evitar que a Terra caísse sob controle alienígena. A fala de Leota não apenas remete àquele feito heroico, mas também serve para reforçar o conflito de identidade de Chris — mesmo depois de ter salvado o mundo, ele ainda luta por reconhecimento e aceitação, especialmente entre os "heróis oficiais" do novo DCU.

Vale lembrar que as Borboletas não existem nos quadrinhos da DC. No entanto, pode haver uma inspiração nos Kroloteanos — uma raça de aliens conhecida nos quadrinhos e principalmente na série animada Justiça Jovem: Invasão. Na animação, assim como as Borboletas, os Kroloteanos também viviam disfarçados entre os humanos, muitas vezes infiltrados em posições de poder para manipular os rumos da sociedade terrestre. A principal diferença entre eles está no método de infiltração: enquanto as Borboletas literalmente invadem e assumem o corpo de suas vítimas — matando-as no processo —, os Kroloteanos preferem substituir seus alvos por réplicas androides altamente avançadas, mantendo a aparência e comportamento dos originais.

Kroloteano em Justiça Jovem.

Assim como as Borboletas, Leota Adebayo é uma criação original da série Pacificador. Interpretada por Danielle Brooks, a personagem se revelou uma peça-chave na narrativa ao ser apresentada como a filha de Amanda Waller — personagem clássica dos quadrinhos, interpretada por Viola Davis. No entanto, nos quadrinhos da DC, não há qualquer personagem chamada Leota Adebayo com esse papel. James Gunn não apenas criou a personagem, como reimaginou partes importantes da história de Waller para encaixá-la no novo DCU.

Nos quadrinhos, Amanda Waller já teve diferentes versões familiares. Em geral, sua origem envolve um marido e filhos assassinados, o que justifica parte de sua personalidade endurecida. Em outras versões, há uma filha com habilidades sobre-humanas, como se transformar em uma criatura insectóide. Nomes como Celine Patterson, Damita Waller, Coretta (mais tarde chamada de Sereeta) Waller, Martin Waller e Jessie Waller já surgiram como filhos ou filhas de Amanda nas HQs — mas Leota Adebayo está longe de figurar entre eles.

Essa ausência, no entanto, permite à série explorar um território mais emocional e inédito. A primeira temporada construiu uma relação complexa entre mãe e filha, cheia de ordens, ressentimentos e tensão. Adebayo ainda oscila entre o desejo de aprovação e a necessidade de se afastar do legado manipulador e sombrio de Waller. Nos quadrinhos, essa tensão também é presente: na edição #10 da série Esquadrão Suicida (Rebirth), Coretta/Sereeta, uma das filhas sobreviventes, confronta a mãe, acusando-a de se importar apenas com o trabalho, após a morte do pai e da irmã: “Você nunca os mencionou! Nem uma vez”.

A série dá sinais de que pode seguir por caminhos semelhantes, mas com Leota sendo uma possível exceção ao passado trágico de Amanda. Ao final da primeira temporada, ela expõe publicamente os crimes do governo e de sua própria mãe — um ato que rompe de vez com a obediência cega, mas não necessariamente com o afeto. Há promessas de mais confrontos entre as duas na segunda temporada, e talvez um aprofundamento maior do círculo familiar de Waller.

Enquanto isso, a possibilidade de Leota vir a desenvolver poderes ou passar por transformações como em algumas versões dos quadrinhos ainda é incerta — quem sabe James Gunn não tenha guardado uma surpresa mais bizarra para ela? 

Diferente de Leotta temos uma personagem confirmada para a segunda temporada de Pacificador que em contraparte dentro dos quadrinhos, e já  está com atriz escalada, vale destacar. Sasha Bordeaux, Interpretada por Sol Rodríguez, a personagem — pouco conhecida pelo público geral, mas uma das mais intrigantes da DC Comics — promete enriquecer ainda mais o universo construído por James Gunn e Peter Safran. Criada em 2000 por Greg Rucka e Shawn Martinbrough, Sasha estreou em Detective Comics #751 como uma jovem suíça contratada por Lucius Fox para ser guarda-costas de Bruce Wayne. A princípio relutante, Bruce acaba se aproximando dela a ponto de permitir que Sasha descubra seu segredo como Batman.

Nos quadrinhos, os dois desenvolvem uma relação próxima, chegando a treinar juntos e até a se apaixonar. No entanto, esse romance é interrompido após o assassinato de Vesper Fairchild — uma ex-namorada de Bruce — pelo assassino David Cain. Tanto Wayne quanto Sasha são acusados do crime. Mesmo sem ter certeza da inocência de Bruce, Sasha decide não entregá-lo e permanece presa. Eventualmente, ela é inocentada, mas seu relacionamento com Bruce se encerra ali, quando ambos seguem caminhos diferentes.

A virada na vida de Sasha ocorre quando, ainda sob custódia, ela é gravemente ferida e resgatada pela organização secreta Xeque-Mate. Eles forjam sua morte e oferecem uma nova identidade e propósito. Sasha aceita e rapidamente ascende dentro da organização, tornando-se braço direito de Maxwell Lord — um personagem que também está presente no novo DCU. Com a chegada da Crise Infinita, a lealdade de Sasha é posta à prova quando Lord comanda os OMACs, assassina Ted Kord (Besouro Azul) e tenta envolvê-la em seus planos. Sasha, no entanto, trai Lord e o entrega ao Batman.


Durante essa fase, Sasha é ferida por um OMAC e se torna parcialmente ciborgue. Sua nova condição afeta profundamente sua saúde física e mental, gerando um arco dramático onde ela luta para manter sua humanidade. Eventualmente, ela se torna a Rainha Negra do Xeque-Mate, enquanto Amanda Waller assume o posto de Rainha Branca — as duas se tornam rivais políticas dentro da organização. A tensão entre ambas foi central na elogiada fase escrita por Rucka, que incluiu também um romance entre Sasha e o Sr. Incrível, usado mais tarde por Waller como ferramenta de chantagem.

No final de sua trajetória mais relevante, Sasha sacrifica sua consciência para ativar os OMACs e salvar a Terra durante a Crise Final. Ela entra em coma e, após despertar em JSA vs. Kobra, decide abandonar a organização, em um arco que enfatiza sua crise de identidade e o impacto de perder progressivamente as partes humanas de seu corpo.

Dado que tantos personagens ligados ao Xeque-Mate — como Maxwell Lord, Amanda Waller e agora Sasha Bordeaux — estão surgindo no DCU, é difícil não especular sobre um futuro projeto voltado à conspiração e espionagem no estilo Missão Impossível, porém com super-humanos. Tudo indica que a Sasha de Pacificador será uma agente da ARGUS, como em suas aparições mais recentes nos quadrinhos da Mulher-Maravilha. A grande questão é: ela estará leal a Amanda Waller ou agirá por conta própria? Seja qual for a resposta, a presença de Sasha promete expandir o lado político e sombrio desse novo universo em construção.

A A.R.G.U.S. parece estar no centro das atenções nesta segunda temporada de Pacificador. Com Rick Flag Sr. à caça de Chris Smith para vingar a morte do filho, o cerco vai se fechando, e a tensão cresce entre os antigos aliados. A introdução do personagem Langston Fleury, interpretado por Tim Meadows, promete adicionar uma camada cômica ao conflito — o trailer já sugere que ele será um comandante linha-dura, com aquele tom sarcástico que só o Gunn sabe dosar com humor absurdo. É o tipo de personagem que pode tanto virar um novo favorito dos fãs quanto esconder alguma reviravolta mais sombria por trás de suas tiradas.

Boa parte do elenco original da primeira temporada também está de volta, o que deve dar um senso de encerramento à série. Entre os retornos confirmados estão o Judomaster e o Dragão Branco — dois personagens que certamente terão seus arcos expandidos (e quem sabe concluídos) de maneira definitiva nesta possível última temporada.

Judomaster, embora inspirado no personagem dos quadrinhos da Charlton/DC, foi tão transformado pela série que é difícil prever seu rumo. Nos quadrinhos, ele é um lutador disciplinado, quase sempre aliado aos heróis. Já na série, ele é um agente errático, com senso de humor peculiar e uma ligação curiosa com as borboletas alienígenas. Há quem teorize que nesta temporada ele pode ser promovido a um cargo mais elevado dentro da A.R.G.U.S. — ou até ser revelado como um ex-experimento ou meta-humano que teve contato com outras criaturas como as borboletas. Também não seria surpresa se ele acabasse se tornando uma peça-chave para o clímax da história, seja redimindo-se ou traindo o grupo por convicções próprias.

Já o Dragão Branco — a reinterpretação neonazista e brutal de Auggie Smith como pai do Pacificador — deve retornar com força total. Vazamentos já indicam o visual de uma nova armadura, ainda mais tecnológica. Mas a grande pergunta permanece: estamos falando do mesmo Auggie Smith que foi morto na primeira temporada? Ou será que o Multiverso — ou as tecnologias de duplicação e universos de bolso da LuthorCorp — estão por trás disso? Há quem diga que se trata de uma versão alternativa de outra Terra, o que faria sentido considerando que a segunda temporada pode flertar com elementos dimensionais, como já vimos com o destino de Ultraman. 

Seja qual for o caminho, o retorno desses dois personagens tão marcantes só reforça o quanto Gunn pretende mergulhar ainda mais na psique do Pacificador, enquanto amplia os limites do universo que está ajudando a construir.

Por falar em Lex Luthor, outro detalhe que fortalece ainda mais a conexão entre os eventos do filme Superman e a segunda temporada de Pacificador é a presença confirmada de Otis Berg no elenco, mais uma vez interpretado por Terence Rosemore. O retorno do personagem, agora já bem estabelecido como um capanga fiel (e um tanto desastrado) de Luthor, indica que os desdobramentos das ações do vilão — especialmente seu envolvimento com prisões de bolso, experimentos meta-humanos e manipulação midiática — continuarão reverberando no universo DCU.

A participação de Otis sugere que os tentáculos da LuthorCorp ainda estão ativos nos bastidores, mesmo após os eventos do longa. Seja como informante, espião, ou até mesmo uma peça descartável nos jogos de poder do magnata, Otis é o tipo de personagem que serve como ponte narrativa, carregando consigo o eco das maquinações de Lex. Isso só corrobora minha teoria de que Pacificador temporada 2 vai explorar com mais profundidade o impacto social, político e tecnológico deixado por Luthor — talvez revelando que ele nunca realmente saiu de cena.

Um dos elementos mais intrigantes revelados até agora sobre a nova temporada é a subtrama envolvendo Red St. Wild, personagem original criado por James Gunn especialmente para o DCU. Interpretado por Michael Rooker — um dos colaboradores mais frequentes e carismáticos dos projetos de Gunn — o personagem promete ser uma ameaça real dentro da história, principalmente por estar diretamente conectado a um dos favoritos do público: Eagly, a águia de estimação e fiel companheira do Pacificador.

Red St. Wild é descrito como “o maior caçador de águas do mundo” e está em uma missão com um objetivo específico: assassinar Eagly. A ideia pode soar absurda à primeira vista, mas dentro do tom irreverente e emocional da série, essa caçada se transforma em algo pessoal e simbólico. Gunn, aliás, comentou em entrevistas que achava Eagly o personagem mais querido da primeira temporada, e por isso decidiu dar a ele um arco próprio — com direito a um vilão exclusivo. A escolha de Rooker, conhecido por papéis intensos como Yondu (Guardiões da Galáxia) e Savant (O Esquadrão Suicida), garante que Red St. Wild será uma presença excêntrica, ameaçadora e, sem dúvida, memorável.

Os trailers mantêm uma aura de mistério em torno do personagem — há rumores de que ele possa ter uma origem mística ou até mesmo sobrenatural, sugerida por seus trajes tribais e cenas em florestas enevoadas. Mesmo sem confirmação oficial, muitos fãs especulam que Red St. Wild possa representar uma força mais antiga e espiritual dentro da mitologia do DCU, abrindo caminho para a introdução de novos elementos mágicos e míticos nesse universo em construção. Seja como for, o confronto entre ele e Eagly certamente será um dos momentos mais aguardados (e possivelmente emocionantes) da temporada.

Com tudo isso em mente, fica evidente que Pacificador – Temporada 2 não será apenas uma continuação irreverente da série que conquistou tantos fãs, mas também uma peça-chave no quebra-cabeça maior que James Gunn está construindo para o DCU. Com personagens novos, tramas misteriosas, participações especiais e ramificações diretas dos eventos do filme Superman, a nova temporada promete ser caótica, engraçada e, acima de tudo, surpreendente.

A presença de nomes como Maxwell Lord, Mulher-Gavião, Guy Gardner, Amanda Waller, Sasha Bordeaux e Otis Berg não só enriquece o universo compartilhado, como pavimenta o caminho para possíveis spin-offs e maiores conexões com os demais projetos do Capítulo Um: Deuses e Monstros. E com temas como espionagem, universos de bolso, conflitos internos entre meta-humanos e crises familiares vindo à tona, não é exagero dizer que Pacificador 2 tem tudo para ser um dos pilares mais ousados do novo DCU.

Enquanto aguardamos a estreia em 21 de agosto, o clima é de empolgação (com uma leve dose de paranoia cósmica). Afinal, se tem uma coisa que aprendemos com essa galera... é que salvar o mundo pode ser só o começo do problema.

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